200 Anos de Marx - Primeira Parte: A Biografia


O espectro que rondava a Europa em 1848 hoje ronda e assombra todos os continentes. Décadas após a Guerra Fria, as principais potências capitalistas e as principais organizações conservadoras continuam a temer uma coisa mais do que o resto: o comunismo. 
Nos tempos em que o comunismo era uma perspectiva filosófica idealista, recheada de devaneios utópicos e pouca constatação factual, anos antes das contribuições inenarráveis de Marx e Engels à construção de uma teoria social firme e pautada cientificamente, ninguém acreditava muito na sua força. Apenas algumas décadas depois da primeira edição de O Manifesto do Partido Comunista, porém, eclodiu na terra de Robespierre a primeira tentativa de revolução com desígnio socialista, próximo daquilo que Marx passara a teorizar e disseminar, especialmente com a criação da 1ª Internacional, nome didático da Associação Internacional dos Trabalhadores, um comitê de pensadores e revolucionários de diferentes plataformas. Eram os primeiros passos de uma colossal mobilização operária com doutrina e alinhamento próprios.

Mas Marx vai muito além do homem revolucionário estereotipado que a dissimulação midiática e o senso comum conceberam na mente de seus milhões de reféns. Marx não era um vicioso truculento e delirante nem um pensador incauto ou inconsequente. Suas contribuições, na teoria e na prática, transcendem a prática política mais imediata ou irascível. Como disse o filósofo francês Louis Althusser, Marx pode ser creditado como o fundador do Continente História, fazendo uma alusão aos chamados Continente Matemática, que foi o arcabouço teórico seminal das ciências matemáticas da Antiguidade e o Continente Física, de Galileu e Descartes. Ao lado de Weber e Durkheim, que são ambos posteriores a ele, Marx é um dos pilares da sociologia e, possivelmente, seu fundador, já que antes dele as teorias baseadas no aparato social não levavam em consideração seus aspectos de forma tão profunda e concreta. Ademais, foi notório erudito em Filosofia, área na qual se doutorou, especialmente daquela refinada filosofia praticada pelos alemães dos séculos XVIII e XIX. E, por fim e não com menos importância, foi um dos maiores, se não o maior conhecedor dos mecanismos capitalismo em suas diferentes formas, tendo lido e polido as imensamente importantes obras de teóricos como Adam Smith, David Ricardo, John Stuart Mill e outros.


A HISTÓRIA DE MARX


JUVENTUDE E FORMAÇÃO

Karl Heinrich Marx nasceu a 8 de maio de 1818, na cidade de Trier(ou Tréves), na província prussiana, hoje alemã, da Renânia. Diferentemente daqueles de cujo sofrimento o alemão era profundamente empático, Marx nasceu em um berço relativamente abastado, para uma família judia de classe média, encabeçada por Herschel Marx, depois alcunhado Heinrich Marx por ser um nome menos semita(a Europa já se aprofundava no antissemitismo à época). 

Sendo o patriarca da família um famoso advogado, com bons contatos, era natural que este impusesse ao filho a continuidade da tradição. Foi por isso que Karl Marx ingressou na tradicional Universidade de Bonn, um ambiente acadêmico prestigiado de sua província natal, para cursar Direito. Lá, contrariamente ao que imaginava o pai, Marx acabou se
Karl Marx, aos 21 anos
familiarizando intimamente com os clubes de debates do recinto, famosamente boêmios e dentro dos quais disseminavam-se as ideias mais radicais. Teria sido o primeiro contato enfático do pensador alemão com certas ideias que o conduziriam por parte ou toda a vida. Alarmado com a possibilidade de o filho "desandar", Heinrich Marx o transferiu para a ainda mais prestigiada e muito mais séria Universidade de Berlim. É bastante seguro afirmar que ali, por conta da maior austeridade do ambiente, Marx conseguiu se aprofundar ainda mais no que despertava sua fascinação. A despeito de seu ingresso no curso de Direito, passou a frequentar quase exclusivamente as aulas de História, Filosofia e disciplinas congêneres. As universidades tinham uma estrutura diferente no período, dando mais liberdade aos alunos de tergiversarem para muito além de suas áreas de escolha. Por conta disso, Marx acabou por optar em defender sua tese de doutorado na área de Filosofia. 

No entanto, a Universidade de Berlim era um local profundamente reacionário naqueles tempos, especialmente por conta das conturbações políticas prussianas. Sendo assim, quando finalmente consumou sua dissertação, Marx resolveu apresentá-la ao corpo docente de outra universidade, a Universidade de Jena, que o laureou doutor a partir da tese A diferença entre as Filosofias da Natureza em Demócrito e Epicuro. Apesar de não ter o rigor teórico que acompanharia sua bibliografia do começo ao fim, já despertava interesse ao intelecto versátil de Marx, especialmente naquele tempo em que, inclinado ao pensamento de Georg Hegel, filósofo notório que já fora inclusive reitor na Universidade de Berlim, ele começou a rebuscar sua maneira de enxergar a sociedade que lhe era contemporânea. 

Não é de se surpreender, assim, que ele tenha iniciado uma vida jornalística tão logo terminou oficialmente os estudos. Isso não ocorreu como consequência imediata da graduação, contudo. Marx intencionava lecionar na universidade, mas sua filosofia já considerada transgressora e avessa aos costumes da época o detiveram nessa busca, já que os mandatários da universidade jamais deixariam que um liberal de esquerda conseguisse uma cadeira tão cobiçada. Ainda em 1842, com 24 anos, resolveu transferir suas influências da frustrada tentativa acadêmica para as edições de uma publicação radical chamada Gazeta Renana. Como parte dos chamados Jovens Hegelianos, que eram a ala à esquerda dos discípulos de Hegel, Marx já escrevia à sua conhecida e reconhecida maneira, num tom polêmico e voraz. O forte espírito reacionário do governo prussiano e a crítica mordaz ao czarismo veiculada na publicação, que teve uma resposta do czar corroborada pelo próprio governante prussiano, acabou por terminar a vida do jornal de forma bastante precoce. 

JENNY E A IDA A PARIS

Concomitantemente à sua atribulada vida profissional, Marx também noivou e se casou com Jenny von Westphalen, uma amiga de infância filha do Barão von Westphalen, amigo íntimo pessoal de seu pai. Os dois noivaram em 1836, quando Marx tinha 18 anos e Jenny 22 e se casaram oficialmente numa catedral de Bad Kreuznach, na região da Renânia, no
Jenny von Westphalen
ano de 1843. Após os sucessivos problemas de ordem política com o governo prussiano, Marx e Jenny mudaram-se para a França, em 1843, próximo da época em que a primogênita do casal, também chamada Jenny, nasceu(1 de maio de 1844). O feito ocorreu também devido à oportunidade de participar do jornal Anais Franco-Alemães, onde ele publicaria dois textos de imensa importância, Introdução à Contribuição da Crítica da Filosofia do Direito de Hegel e Sobre a Questão Judaica. Foi também em Paris, no notório Café de la Regénce, onde também se consumara a importante reunião de Diderot e Rosseau no século anterior, que Marx encontrou-se com Friedrich Engels pela primeira vez, em 28 de agosto de 1844. Ali se iniciou, de forma tímida, uma amizade que duraria a vida toda. Quando Engels mostrou a Marx seu recém publicado A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra, este acabou por se convencer de uma ideia que já lhe despontara e sobre a qual ele discorrera em Sobre a Questão Judaica: a de que o proletariado era a classe revolucionária de seu tempo e que ela é que conduziria à organização de uma nova forma social, com a queda do capitalismo. 

Friedrich Engels, aos 20 anos
Nos anos em que esteve em Paris, até mesmo por influência de Engels, Marx começou um estudo aprofundado dos economistas clássicos britânicos e continuou a ler sobre o socialismo utópico, principalmente o francês. Iniciou, ainda, a cristalização de s uas discordâncias com os jovens hegelianos, aos quais fora associado. Com Engels, fez um livro que os criticava, principalmente a figura de liderança de Bruno Bauer, contemporâneo dos dois e com quem Marx já fora associado. A publicação em questão era o famoso A Sagrada Família. Também nesse período, Marx escrevera o importante Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844. Por fim, sua estada na França também fez com que conhecesse os famosos anarquistas Pierre-Joseph Proudhon e Mikhail Bakunin, com quem inicialmente manteve um contato amistoso e mais próximo. 

O REFÚGIO EM BRUXELAS E UMA SÉRIE DE GRANDES OBRAS

Impelido por novo problema político, Marx teve que deixar Paris em 1845, encaminhando-se com a família à capital belga, Bruxelas. Não muito depois, Engels também iria, juntamente com sua companheira Mary Burns, mudar-se para Bruxelas e a Liga dos Justos, uma associação de esquerda com quem os dois tinham contato ocasional, também iniciaria um projeto de se assentar na região. No novo território, os socialistas alemães iniciaram e consumaram alguns de seus trabalhos mais fundamentais e conhecidos: A Ideologia Alemã, de 1846; Miséria da Filosofia(feito todo por Marx), de 1847 e, sem dúvida o mais famoso, Manifesto do Partido Comunista, de 1848. Esse panfleto extremamente revolucionário assentava as principais e basilares considerações do socialismo científico, da doutrina comunista e foi um importante impulsionador da nova Liga Comunista, que surgira principalmente da Liga dos Justos, distanciando-se de sua filosofia mais pequeno-burguesa e idealista.

Marx e Engels

Ainda no ano de 1848, no mês de fevereiro e apenas uma semana após a publicação do Manifesto, eclodiu na França uma revolução que tinha como objetivo derrubar a monarquia repressiva que se instalara no país durante a derrocada da revolução burguesa de 1789. Evidentemente, o evento foi notícia em toda parte da Europa, inclusive em Bruxelas. Como se poderia esperar, Marx não ficou nada incólume à situação. Com o desgaste de sua relação com os governantes belgas, que eram ainda mais incisivos do que os franceses, Marx teve que sair de sua casa uma outra vez. O motivo dado pelas autoridades foi a suposta denúncia de que o revolucionário alemão havia usado parte da herança de seu pai para comprar armas para o operariado do país, com o intuito de promover uma insurreição à moda da ocorrida no território francês. Tratava-se de uma invenção, já que Marx chegou a entrar em atrito com alguns de seus colegas por conta dessa romântica visão que alguns tinham de entrar em embate com as forças estatais da noite para o dia.


Marx retornou brevemente à França e, pouco tempo após, regressou a Colônia, onde iniciou seus trabalhos de panfletagem. Nessa época também surgiu A Nova Gazeta Renana, uma publicação aos moldes de sua predecessora, mas ainda mais inclinada à esquerda, graças ao desenvolvimento teórico que vinha conduzindo Marx e Engels na última meia década. Não obstante, uma verdadeira dança das cadeiras na Prússia, além do poder ainda resiliente dos russos e das forças reacionárias franco-belgas dificultaram bastante a vida dos socialistas, que eram diuturnamente perseguidos pelas forças contrarrevolucionárias. Aos poucos, a repressão policial e estatal que recaiu sobre os membros do editorial, que foi ficando cada vez menor conforme os menos radicais iam se retraindo frente à opressão, acabou por suprimir também A Nova Gazeta Renana e eventualmente levou Marx ao seu próximo e último exílio, rumo à Inglaterra, mais precisamente Londres. Ali, Marx viveria até o fim de seus dias. 

A IDA PARA LONDRES: ANOS DIFÍCEIS, MAS GLORIOSOS

No início de 1849, Karl Marx se muda para a Inglaterra e, com ele, o quartel-general da Liga dos Comunistas. É durante essa instalação em Londres que começa a existir uma discórdia entre as lideranças do movimento, já que parte acreditava que a classe trabalhadora deveria entrar em insurreição de imediato, posto que isso encorajaria, de acordo com eles, o restante do proletariado europeu. Marx e Engels, mais pragmáticos e analíticos, entendiam que essa tentativa seria aventureira demais, podendo provocar o colapso da Liga e dos esforços da classe trabalhadora. Essa dissidência levaria a Liga a um ultimato, encerrando-se as atividades formalmente no ano de 1852.

A primeira década em Londres foi de profundo desalento para Marx. Por essa época, a situação econômica da família Marx já entrava num período delicado, assim como a saúde do próprio Karl. Do final da década anterior até seus últimos dias, Marx viveria sob constante estresse e problemas médicos, agravados por seus hábitos nada salutares, no que diz respeito à dieta, o fumo, a bebida e, evidentemente, a carga de trabalho extenuante. Marx se forçou a continuar escrevendo, não apenas as obras que pretendia publicar, mas os muitos textos jornalísticos que produziria dali em diante. Uma versão efêmera da Nova Gazeta Renana, repatriada, viu nascer alguns célebres esforços de Marx, como A Luta de Classes na França, 1848-1850. Enquanto isso, já que esses trabalhos sustentavam parcamente uma família de 6 pessoas, Engels ajudava como podia, já que tinha negócios industriais lucrativos a partir de seu pai e a "mesada" dada pelo melhor amigo era uma das únicas fontes seguras de rendimento para a família, durante aquele período e em diante. 

Mas aquela década em Londres também faria de Marx uma figura mais conhecida do que jamais fora. A partir de 1852, começou a ser correspondente do New York Daily Tribune, um jornal progressista e abolicionista norte-americano. Até o ano de 1863, Marx permaneceria publicando no editorial, ainda que, com o passar do tempo, em menor frequência, devido a problemas orçamentários do jornal e o quente clima político que estava se instalando nos EUA, culminando na Guerra Civil de 1861. Marx e Engels também publicavam ocasionalmente para jornais de outros países, inclusive a África do Sul. Por conta do trabalho internacional e da crescente paixão pela economia política, Marx ficou mais proficiente em inglês e começou a usar muito as salas abarrotadas de volumes da Biblioteca de Londres. Foi a partir disso que ele começou a escrever seus primeiros manuscritos econômicos. Em 1859, Marx lança Contribuição à Crítica da Economia Política, seu primeiro trabalho autoral sério dedicado à economia. Um sucesso de vendas, o livro impulsionou Marx a dedicar mais esforços a essa área do conhecimento.

Ainda nos anos de 1860, Marx, sempre envolvido com os interesses políticos da classe trabalhadora, tornou-se um dos líderes da Associação Internacional dos Trabalhadores, posteriormente alcunhada simplesmente Primeira Internacional, uma organização formada por diversos pensadores progressistas e, muitas vezes, mais radicais. A importância da Internacional, em termos de mobilização e disseminação ideológica foi tremenda, mas
A Primeira Internacional
também salientou as rixas pré existentes entre diferentes facções do movimento operário. Os anarquistas, liderados por figuras centrais como Mikhail Bakunin, velho conhecido de Marx, não tinham em tão alta conta os pontos de vista de Marx e Engels. As conturbações constantes advindas dessas diferenças levaria a organização a persistir somente até 1876, após meros 12 anos de existência. No entanto, seria embrião de uma série de outras agremiações congêneres. 


À época da publicação de seu bem-sucedido primeiro trabalho em economia, Marx já intencionava elaborar uma obra grande, com pelo menos três volumes, onde aprofundaria sobremaneira os conceitos trazidos até ali. Em 1867, o primeiro desses volumes foi finalmente publicado e o sucesso foi ainda mais estrondoso. Tratava-se de O Capital, uma obra que continuaria a ser editada e publicada após a morte de Marx. Houve demanda pela publicação de novas edições, inclusive em outras línguas, como o russo, tão logo foi feita a publicação original inglesa. Não é sem motivo que se trata do trabalho mais conhecido de Marx. De uma maneira inédita na história, o estudioso destrinchava com minúcia exacerbada, mas muito bem detalhada e diagramada, o funcionamento do modo de produção capitalista. Bebendo de fontes como David Ricardo e Thomas Hodgskin, Marx trouxe a teoria do valor-trabalho a um prisma muito mais versátil e concreto, além de traçar com firmeza os conceitos que popularizaria nessa área, como da mais-valia. Partindo do mais abstrato ao mais historiográfico, os capítulos do primeiro volume trazem praticamente todo o arcabouço teórico que Marx construiu em vida, com uma lucidez e impacto que suas obras só passaram a ter, mais veementemente, naquela década.

Não apenas a economia política atraía Marx naquele período, evidentemente. As outras questões que sempre haviam despertado fascínio no alemão continuaram a avizinhá-lo, encorajando outras tantas publicações importantes. Um bom exemplo é Guerra Civil na França, um panfleto famoso sobre a Comuna de Paris, evento histórico ocorrido em 1871 que não só abalaria as estruturas políticas do país onde eclodiu mas também as estruturas de Marx, que juntamente com Engels ficaria bastante movido pela situação, chegando a mudar certas concepções que tinha sobre o Estado e o papel revolucionário da classe trabalhadora. 

OS ÚLTIMOS ANOS

Marx não interromperia seus trabalhos em nenhum momento da vida. Mesmo assim, os esforços diminuíram consideravelmente, não por sua própria vontade, mas por obra de suas limitações. Na década de 1870, o pensador já se encontrava num estágio mais avançado de suas enfermidades de longa data, chegando a ficar, em dado momento, com pouca mobilidade. Foi numa dessas crises mais agudas que, conta-se, Marx resolveu aprender russo "como um passatempo". A vida em casa também não era das mais estáveis, graças aos constantes problemas financeiros e a numerosa prole(àquela altura já com seus próprios filhos). Marx tentava ser um pai, marido e avô presente, a despeito de sua carga horária ainda muito prolífica e abarrotada. Os outros dois volumes de O Capital ele não conseguiria publicar em vida, mas não desistiu de aperfeiçoá-los ao longo daqueles anos, escrevendo toneladas de folhas e com um rigor teórico cada vez maior. 


Marx em 1882, o último retrato
A imponência daqueles longos anos batalhando contra a pobreza, a enfermidade e uma agenda nada flexível não bastaram à sina de Marx. Em 1881, ele também perdeu a mulher com quem dividira sua vida por mais de 40 anos. Jenny, que era 4 anos mais velha que o esposo, faleceu após complicações de um já diagnosticado câncer de fígado. A saúde cambaleante do viúvo se agravou sensivelmente com a perda, quando ele começou a ter problemas mais sérios no sistema respiratório, desenvolvendo uma persistente inflamação nas mucosas e uma bronquite severa. Esses problemas, que foram dados como a causa da morte de Marx, castigaram-no por 15 meses a fio. 

Em 14 de março de 1883, a menos de 2 meses de completar 65 anos, Marx estava em sua cadeira de repouso, como nos versa Engels e, "não mais de 2 minutos após ter sido deixado só, já se encontrava em um sono profundo, mas eterno". As dores que o castigaram por décadas o venceram, finalmente.

Marx foi enterrado no mesmo Cemitério de Highgate, na capital britânica, onde se encontravam os restos mortais de sua falecida esposa. Num dos vários discursos proferidos no funeral, Engels, além das palavras acima e muitas outras, também disse que "No dia 14 de março, às 15 para as 3 da tarde, o maior pensador vivo deixou de pensar."
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Na parte seguinte dessa pequena homenagem à vida de um dos mais influentes pensadores da história, falaremos sobre as influências de Marx, o legado de sua obra e os desdobramentos políticos causados por ela. 

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